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Caminhos do IPE

terça-feira, 05 de janeiro de 2010, 11:07

Museu do Cerrado

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O IPE vai ao Memorial do Cerrado


O Memorial do Cerrado é mais uma visita dos nossos alunos que o “Caminhos do IPE” conduz. Mesmo que parte da proposta do Memorial não seja os nossos caminhos (filosofia), para oferecer também aos alunos uma visão crítica a respeito das diferentes “cosmovisões”, o IPE propõe esta atividade.
O Memorial do Cerrado é um complexo científico que funciona no Câmpus 2 da UCG e reúne, além do museu fechado, a Vila Cenográfica Santa Luzia, a Aldeia Timbira, o Quilombo e a Fazenda Baraúnas, representando as diversas formas de ocupação do bioma e os modelos de relacionamento com a natureza e a sociedade.

Nosso tempo de vista está dividido em:

1. Apresentação aos alunos a proposta do Memorial do Cerrado e seus monitores;

2. Em seguida visitamos o Museu Fechado onde trata “Das Origens aos Dias Atuais”;

3. Após essa etapa, vem um intervalo para os alunos onde poderão tomar seu lanche (o museu tem uma lanchonete em um espaço a parte);

4. Terminado o intervalo e lanche vamos para uma réplica de um povoado do início do século 20;

5. Um quinto espaço trata-se de uma réplica da Fazendo Baraúnas;

6. Réplica de uma Aldeia Timbira;

7. E por último, uma réplica de um Quilombo.

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DAS ORIGENS AOS DIAS ATUAIS

O Memorial é um museu que retrata da origem do planeta Terra (segundo os evolucionistas) à chegada dos portugueses ao Brasil. Entre alguns dos destaques do local estão:

Fósseis: conforme o ponto de vista da instituição dona e mantenedora do Memorial, ali estão representados, por exemplo, pelas trilobitas, o parente mais antigo da barata, eles têm datação de até 600 milhões de anos;
uma Floresta petrificada: localizada na entrada do Memorial; a Fauna gigante: diversos esqueletos completos ou parciais da megafauna que existiu nos Cerrados podem ser observados; o Homem das cavernas: o Memorial exibe o esqueleto do Homem da Serra do Cafezal, encontrado em Serranópolis, e considerado o mais antigo da América do Sul. Com datação de 11 mil anos.

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VILA CENOGRÁFICA SANTA LUZIA

A Vila Cenográfica do Cerrado, batizada de Santa Luzia, construída ao lado do Memorial, representa um pequeno povoado dos Cerrados do início do século e sua respectiva zona rural e mostra a forma de colonização portuguesa no interior brasileiro. Ressalta, com isso, a transição sociocultural da sociedade tradicional do século 19 para a modernidade do século 20.

O lado urbano é representado por casas típicas do período colonial-republicano, divididas entre habitações e comércio (como venda e gráfica) e decoradas com objetos e utensílios da época. Há também a réplica de uma fachada de igreja e até um bordel.

O lado rural é representado por uma fazenda - devidamente mobiliada e equipada com os padrões do início do século - e suas unidades de produção, como moenda de cana-de-açúcar, monjolos, fábrica de farinha, entre outros. 

 

 

 

 

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FAZENDA BARAÚNAS

A réplica desta fazenda representa um marco histórico, o testemunho cultural das milhares de fazendas rurais espalhadas por diversos Estados, na época da ocupação, integração e unidade do território brasileiro. Elas surgiram com o declínio da mineração e quando o criatório se firmou como a principal atividade econômica de toda a vasta região do Planalto Central.

Com a conquista do Centro-Oeste brasileiro, ampliou-se o povoamento das novas terras e foram surgindo os lugarejos, povoados, vilas e cidades. As fazendas rurais multiplicaram-se como unidade econômica e cultural mais expressiva do universo de vivência do nosso homem do campo. Por séculos elas sustentaram a economia do sertão na paisagem rural.

Entre as atividades exercidas pelos seus proprietários e moradores está o engenho de ferro destinado a moagem da cana-de-açúcar, cuja garapa é utilizada no fabrico da aguardente, da rapadura e do açúcar. Em função do isolamento, esse modelo perdurou, em algumas áreas, até a década de 50. A Baraúnas é um exemplo das fazendas que se formaram na região do cerrado quando terminou o ciclo da mineração. Eram auto-suficientes: produziam quase tudo dentro do seu espaço.

 

 

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ALDEIA TIMBIRA

Um museu a céu aberto, a UCG expõe que a 11 mil anos, a população indígena estava definitivamente assentada em áreas do Planalto Central brasileiro e teve uma influência marcante na formação da identidade do homem do cerrado. Alguns dos mais importantes processos culturais americanos nasceram no cerrado, como a formação do tronco lingüístico Macro-Jê, a domesticação e disseminação de certos tubérculos e outros vegetais e o desenvolvimento de tecnologia de caça, pesca e processamento de recursos vegetais e cultígenos.

O modelo adotado no Memorial do Cerrado, no caso de uma aldeia Timbira, representa a reconstituição detalhada do habitat de uma etnia indígena que viveu em nossa região e hoje encontra-se desagregada e quase extinta. As aldeias eram circulares, porque todas as casas distavam igualmente do pátio. E era na periferia que tinham lugar as atividades domésticas ligadas à produção e as casas aparecem como unidades fisicamente definidas e demarcadas.


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QUILOMBO

A réplica do Quilombo visa ampliar a história da região ao resgatar a presença da população afro. Denominado "Espaço Professor Itaboraí Velasco do Nascimento", homenageando um dos responsáveis pela implantação do complexo Memorial (que morreu em 2003), a reconstrução é bem fidedigna e pode ser definida como sítio geográfico e local de resistência ocupado e organizado por populações africanas ou afro-brasileiras, fugidas da escravidão.

As habitações, em sua maioria casas de pau-a-pique com tabocas entrecruzadas, tendo seus espaços preenchidos com terra barreada (socada) distribuem-se, em meia lua, pelo espaço físico do quilombo.

As residências, geralmente são de duas águas, com encaibramento de madeira roliça e cobertura com folhas de palmeiras típicas da região, exemplificando com o buriti e o babaçu, possuindo de dois a três ambientes separados por esteiras e piso de terra socada. Uma porta central de entrada dá vista para o pátio, e duas janelas nas laterais para a ventilação.

 

 

Os pertences do interior são poucos e rústicos: esteiras, catres, redes, potes, alguns objetos de uso pessoal como chapéu, facão etc.. Nas casas, há um pequeno puxado de meia água, também coberto de palhas, em nível rebaixado em relação a cobertura do telhado, como complemento da habitação, lugar onde se situa o fogão de bano ou de pedra, jirau, a tráia do vasilhame. Ao lado de muitas residências, seus moradores construíram o forno de barro de uso coletivo familiar e de membros do compadrio.

A casa das oficinas, principalmente, a unidade de produção da farinha, ocupa um terreno lateral ao lado de residências, e serve ao conjunto dos moradores do quilombo. O rego d' água que vem da fonte na mata, corta uma lateral do terreno das habitações e serve a todos os moradores. No pátio central, a pequena moenda centralizada permanece à disposição da comunidade. Também, diversos fogões-de-pedras de formato triangular, conhecidos por trempes, distribuem-se espacialmente pelo sítio habitacional, geralmente ocupando locais da parte dos fundos das residências, os conhecidos terreiros.

No fundo, lado oposto ao mono, ergue altaneira e protegida do sol e da chuvas pela cumeeira de sapé, a torre de vigia construída sobre quatro toras de pau-brasil fincadas na vertical. No alto, troncos encostados na horizontal for-ma o piso, cujo vigilante, atento, cobre com o seu olhar de águia todo o horizonte de acesso ao quilombo. Sua missão é antever a vinda do inimigo.

Pelas redondezas, as pequenas roças do plantio de mandioca, de arroz, de milho e feijão e de outros produtos, distribuem-se pelo espaço habitado e habitável do ambiente do cerrado. As frutas, tanto do cerrado quanto da mata, estão em plena concordância com os ciclos da natureza, sendo coletadas geralmente no verão, época de maturação dos frutos. As plantadas, como laranja, limão, banana, bem como outras plantações, citando as pimentas e os amendoins, ocupam os espaços mais próximos dos terreiros das casas, assim como nos terrenos rebaixados, a beira de cursos e lençóis d'água, onde o cultivo de melancias, de melões etc., proliferam com maior abundância.

Nas ocasiões festivas, folias, festas e romarias, os padroeiros e os santos protetores, com seus símbolos, seus paramentos e seus mastros, estão presentes nas casas festivas e no grande pátio das comemorações coletivas. O sincretismo religioso, misturando catolicismo/africanismo, permea o universo das crenças dos quilombolas.



Fotos:
Eurípedes Júlio e Weslley Cruz
Texto e imagens extraídos e adaptado do site: http://www2.ucg.br/flash/Memo.html


Agenda IPE para o Memorial do Cerrado:

  Data Dia Saída Sala Saída IPE Chegada Memorial Unidade Série Turma Retorno IPE
1. 15/04 Quarta 07:35 07:45 08:30 Bueno A 11:30
2. 17/04 Sexta 07:35 07:45 08:30 Bueno B / C 11:30
3. 14/05 Quinta       Centro E. I.    

 

 

 

Informações:
Tote Martins
caminhosdoipe@ipeonline.com.br

Produzido por ILION